A AEAT promove a campanha “Prevenir também é Engenharia”, iniciativa de conscientização que chama a atenção da sociedade para os riscos provocados pelas queimadas e, ao mesmo tempo, destaca a contribuição da Engenharia, da Arquitetura e das áreas tecnológicas para a prevenção, o planejamento e a redução dos impactos causados pelo fogo.
A campanha parte de uma preocupação especialmente importante durante os períodos de estiagem, quando as condições ambientais podem favorecer a ocorrência e a propagação de incêndios em áreas de vegetação.
Mais do que uma questão exclusivamente ambiental, as queimadas podem representar riscos para a população e para diferentes estruturas essenciais ao funcionamento das cidades e do território. Incêndios e fumaça podem comprometer a segurança em rodovias, ameaçar propriedades e áreas urbanizadas, atingir redes de infraestrutura e produzir consequências ambientais, sociais e econômicas.
É a partir dessa perspectiva que a AEAT apresenta a mensagem central da campanha: “Prevenir também é Engenharia”.
Além da conscientização, a campanha utiliza dados para demonstrar a dimensão do problema e a importância das ações preventivas.
Durante o período crítico de junho a outubro de 2025, a Operação SP Sem Fogo registrou 102 focos e 2.908 hectares afetados nas áreas consideradas pelo levantamento. No mesmo período de 2024, foram registrados 205 focos e 32.377 hectares.
Os números representam uma redução de aproximadamente 50% no número de focos e 91% na área queimada, segundo informações divulgadas pelo Governo do Estado de São Paulo.
Em âmbito nacional, o Relatório Anual do Fogo 2025, do MapBiomas, aponta que 12,7 milhões de hectares foram atingidos pelo fogo no Brasil em 2025.
Os dados ajudam a demonstrar que ações de prevenção, monitoramento, planejamento e resposta são fundamentais para reduzir os impactos provocados pelos incêndios.
Esse é um dos principais questionamentos apresentados pela campanha da AEAT. A relação pode ser observada em diferentes áreas de atuação profissional. O planejamento territorial contribui para compreender a ocupação e as características das áreas de risco. A Engenharia de infraestrutura participa da concepção, implantação, conservação e proteção de rodovias, redes elétricas e outras estruturas. O gerenciamento de riscos auxilia na identificação de vulnerabilidades e na preparação de medidas preventivas.
Da mesma forma, geoprocessamento, sensoriamento remoto e outras geotecnologias permitem acompanhar grandes extensões territoriais e apoiar decisões baseadas em dados.
Um exemplo é o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que disponibiliza informações de monitoramento de focos de fogo em tempo quase real. Satélites, mapas e sistemas de informação são ferramentas cada vez mais importantes para apoiar o acompanhamento das ocorrências e a tomada de decisões.
A atuação técnica também está relacionada à conservação de rodovias, proteção de redes e estruturas e aos projetos necessários para recuperação de áreas atingidas.
Por isso, a campanha sintetiza essa atuação em três palavras:
PLANEJAR. PREVENIR. PROTEGER.
A prevenção às queimadas depende também da participação de toda a sociedade. Evitar comportamentos capazes de provocar incêndios, respeitar a legislação e comunicar rapidamente situações de risco aos órgãos responsáveis são atitudes fundamentais, especialmente nos meses mais secos do ano.
A legislação brasileira estabelece responsabilização para quem provoca incêndios em vegetação. O artigo 41 da Lei Federal nº 9.605/1998, com a redação atualmente vigente, prevê pena de reclusão de dois a quatro anos e multa para quem provocar incêndio em floresta ou demais formas de vegetação, além de prever a modalidade culposa.
O país conta ainda com a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, instituída pela Lei Federal nº 14.944/2024, que estabelece princípios, diretrizes e instrumentos relacionados ao manejo integrado do fogo, à redução da incidência e dos danos dos incêndios florestais e ao uso do fogo nas situações previstas pela legislação.
Com a campanha “Prevenir também é Engenharia”, a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Taubaté reforça o compromisso das profissões tecnológicas com temas que impactam diretamente a qualidade de vida, a segurança da população, a infraestrutura e o desenvolvimento sustentável.
Por meio das redes sociais e de seus canais institucionais, a AEAT apresenta conteúdos de conscientização que abordam dados sobre queimadas, prevenção, tecnologia, planejamento territorial, infraestrutura e gerenciamento de riscos.
Mais do que divulgar informações, a iniciativa busca estimular uma cultura de prevenção e demonstrar que o conhecimento técnico pode e deve estar a serviço da sociedade.
Não provocar queimadas é proteger vidas, o meio ambiente e nossa infraestrutura.
Planejar. Prevenir. Proteger.
Prevenir também é Engenharia.
Fontes de referência: Governo do Estado de São Paulo — Operação SP Sem Fogo; Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) — Programa Queimadas; MapBiomas — Relatório Anual do Fogo 2025; Lei Federal nº 9.605/1998; Lei Federal nº 14.944/2024.