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BIM: tecnologia para a construção civil

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De uma simples tarefa do dia a dia até a utilização de sistemas complexos dentro de uma empresa, os avanços tecnológicos proporcionam mais qualidade nos processos, redução de prazos e mais segurança e efetividade na execução das atividades. E na construção civil não é diferente. Novas ferramentas e softwares permitem o acompanhamento e planejamento mais adequados de cada etapa de uma obra.

O BIM (Building Information Modeling), que em português pode ser lido como ‘Modelagem da Informação da Construção’, é uma destas novas tecnologias que potencializam a eficiência do setor da construção. “Este sistema busca aproximar o projeto da obra real com base na virtualização de elementos, proporcionando resultados ainda mais satisfatórios desde a execução do projeto até a finalização”, explica o diretor administrativo do Crea-SP, Eng. Civ. Joni Matos Incheglu.

Com metodologia colaborativa, a ferramenta integra todos os participantes do empreendimento durante o ciclo de vida da construção, compatibilizando informações dos projetistas de todos os segmentos da obra. “Este software oferece o projeto, o planejamento e ferramentas para acompanhamento. E estes elementos juntos subsidiam o pós-obra, proporcionando todos os sistemas do empreendimento entregues, em termos de manutenção e controle, muito mais organizados para quem for utilizar o empreendimento. É um programa completo, que une as informações necessárias no antes, durante e depois da construção”, ressalta Incheglu.

Apesar dos inúmeros benefícios, o sistema ainda é pouco difundido nos canteiros de obras do país. O diretor do Crea-SP entende ser necessário uma mudança cultural, que começa ainda no período de formação. “Hoje, as próprias universidades, as escolas de engenharia, muito embora tenham disciplinas voltadas para o BIM, têm os conteúdos muitos estanques, compartimentados neles mesmos. Não há uma comunicação que seria a base do BIM. Acredito que deveria ter uma mudança para que houvesse uma integração maior entre as disciplinas, que é a premissa do BIM.”

No ano passado, o Decreto Federal nº 10.306, de 2 de abril de 2020, entrou em vigor determinando a utilização do BIM na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia realizada pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal.

Dividida em três etapas, a iniciativa governamental almeja incentivar o desenvolvimento do setor da construção civil, além de contribuir também para a otimização de processos de manutenção e gerenciamento de ativos. “As próprias licitações federais pedem que a empresa proponente tenha capacitação em BIM, esforço que compõe plano para que em dez anos o Brasil só utilize o programa”, complementa Incheglu.

Além de regulamentação para estimular a adoção do sistema, o engenheiro enfatiza a necessidade de treinamento da mão de obra, que começa com a mudança cultural, conforme já pontuado.

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